sábado, 1 de setembro de 2012

PRAGAS E DOENÇAS DO EUCALIPTO



Manejo integrado de pragas em florestas

As populações de insetos são reguladas por forças físicas, nutricionais e biológicas. Em condições normais, estas forças contrabalançam a enorme capacidade reprodutiva dos insetos, que poderiam alcançar populações assustadoras, caso estas forças fossem retiradas.

Na floresta os insetos benéficos estão principalmente em dois grandes grupos: Predadores, que se alimentam externamente e devoram suas presas (Tompson, 1943) e parasitóides que vivem sobre o hospedeiro ou dentro dele e, gradualmente o consome. As diferenças entre parasitóides e predadores não são rígidas. Os parasitóides usualmente são capazes de alimentar se e completar seu ciclo de vida em um único hospedeiro, enquanto o predador alimenta-se de vários indivíduos, movendo-se livremente para procurar outras presas. A maioria dos parasitóides pertence às ordens Hymenoptera e Diptera.

Alguns parasitóides atacam diferentes hospedeiros e outros são limitados a alguns poucos, ou apenas um hospedeiro. Por outro lado, uma única espécie pode servir de hospedeiro para diferentes espécies de parasitóides. Os parasitóides também não estão livres de inimigos naturais, eles podem ser atacados por outros parasitóides (hiperparasitismo) (Furnis & Carolin,1977).
A manipulação das forças biológicas se constitui numa das ferramentas mais poderosas do Manejo Integrado de Pragas  (MIP), na agricultura ou na floresta e que  envolve um grande número de técnicas.  No que se refere aos aspectos biológicos  do MIP estas técnicas podem ser sintetizadas em três linhas:  o uso de técnicas culturais, o controle biológico e o uso de plantas resistentes. Os estudos de resistência de plantas se aproximaram do MIP em 1950, focado nas estratégias de defesas da planta e seus efeitos nos insetos herbívoros e em menor extensão, nos efeitos dos insetos na planta. Mais recentemente, estes estudos incluíram as interações entre plantas e o terceiro nível trófico, observando a interação tritrófica da perspectiva de cada componente.  (Vinson, 1999).  As técnicas culturais compreendem o manejo da cultura, englobando todas práticas que a beneficiam e, de maneira indireta influencia na dinâmica populacional dos insetos, tais como capina, roçagem, desbastes, adubação, etc...

Os insetos destrutivos fazem parte dos ecossistemas  florestais e tem impacto significativo na produtividade e outros valores da floresta, no entanto estes impactos adversos podem ser evitados ou mantidos abaixo dos níveis de dano econômico, através de medidas ecológicas, compatíveis com o manejo florestal (Waters & Stark, 1980) e integradas às outras atividades que conduzem a floresta ao seu objetivo final, seja ele a produção de madeira, celulose, papel, paisagístico  ou ambiental. 
Controle biológico é um fenômeno natural que regula o número de plantas e animais com a utilização de inimigos naturais (agentes de mortalidade biótica) mantendo as populações (excluindo o homem possivelmente) em estado de equilíbrio com o ambiente (Bosch, et al. 1973), flutuando dentro de certos limites (Berti Filho, 1990). Uma vez que os insetos perfazem um total de 80% (talvez 1-1.5 milhões de espécie) de todos os animais terrestres, a inibição parcial de controle biológico natural geraria conseqüências inimagináveis. O homem poderia não sobreviver à intensa competição com comida e fibra e ele enfrentaria problemas relacionados à  saúde devido a doenças transmitidas  por  insetos.  Nestes termos, o controle biológico, então, é de grande importância para nós e, provavelmente crítico a nossa sobrevivência.  (Bosch, et al. 1973).

Controle biológico é um fenômeno natural que, quando aplicado adequadamente o um problema de praga, pode prover uma solução relativamente permanente, harmoniosa, e econômica. Mas por ser o controle biológico uma manifestação da associação natural de tipos diferentes de organismos vivos, i.e., parasitóides e patógenos com os hospedeiros e, predadores com as presas, o fenômeno é dinâmico, sujeito às perturbações por fatores outros como, as mudanças no ambiente, processos adaptativos e, limitações dos organismos envolvidos em cada caso (Huffaker & Mensageiro, 1964 apud. Bosch, et al. 1973).
Quando se discute o manejo de pragas é necessário lembrar que existe mais de um milhão de espécies de insetos, mas apenas um pequeno percentual é considerado praga. Embora a maior parte do trabalho dos entomologistas concentra-se em matar estas pragas (Pyle et al., 1981), é indiscutível o papel benéfico de muitos insetos para o homem. O fato dos insetos estarem associados com algo maléfico (pragas e vetores) para a maioria da sociedade, torna difícil conscientizar a população sobre a necessidade de conservá-los.

Dentre as razões  citadas por pragas Pyle et al., (1981), do porquê conservar populações de insetos, estão os valores intelectuais, ecológicos e econômicos. Do ponto de vista econômico, os insetos estão quase sempre associados a prejuízos. No entanto, não está bem  claro para a povo as possibilidades de lucros oriundos dos insetos, que podem ser uma enorme fonte de lucros, basta lembrar as abelhas e o bicho da seda, que mobilizam criadores, indústria e comércio em todo mundo. Um mercado recente, que tem mobilizado um grande número de pessoas é a produção e comercialização de parasitóides e predadores para uso na agricultura e florestas.

O controle biológico no Brasil

O controle biológico clássico no Brasil iniciou em 1921, com a importação de Prospaltella berlesi (Aphelinidae) dos Estados Unidos para o controle de Pseudaulacaspis pentagona no pessegueiro. Em 1929, foi introduzido da Uganda o parasitóide  Prorops nasuta para controlar a broca do café (Hypothenemus hampei), dentro de um programa que continuou por vários anos, com a criação  e distribuição  deste parasitóide (denominada de vespa da Uganda), por mais de duas mil propriedades até 1939.

Após esta data outros inimigos naturais foram introduzidos para o controle desta broca, como o braconideo Heterospilus coffeicola (Gonçalves, 1990) e vários outros para o controle de diversas pragas nas culturas da macieira, café, cana de açúcar, citrus, cacau e outras. (Berti Filho, 1990). Os sucessos alcançados nos primeiros programas  incentivaram vários pesquisadores e instituições a investirem no controle biológico sendo publicados mais de 1400 trabalhos nas últimas duas décadas na área de entomopatógenos (Alves, 1998), com ênfase aos bioinseticidas virais e bacterianos.

Na área florestal vários projetos com ênfase no controle biológico podem ser referenciados, tais como:
1. O uso de Trichogramma sp. (Hymenoptera Trichogrammtidae) no controle de lagartas desfolhadoras de Eucalyptus spp., coordenado pela Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG (Berti Filho, 1990) que em 1982 liberou 168.000 indivíduos  de Trichogramma soaresi  na tentativa de controlar  um foco de Blera varana Schaus em Eucalyptus cloeziana F. Muell. em Minas Gerais (Zanúncio, et al. 1993).

2. Programa de controle de lagartas desfolhadoras do eucalipto com  uso de predadores, como Podisus nigrolimbatus Spínola (Hemiptera: Pentatomidae) e P. connexivus Bergroth, coordenado pela Universidade Federal de Viçosa -UFV, em convênio com diversas empresas florestais em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Espirito Santo. (Zanúncio, et al. 1993).
3. O controle da vespa da Madeira Sirex noctilio Fabricius com a introdução do nematóide Deladenus siricidicola Bedding seu principal inimigo natural e posteriormente os parasitóides Megarhyssa nortoni (Cresson) e Rhyssa persuasoria (L.). O parasitóide Ibalia leucospoides Hochenwald foi introduzido naturalmente junto com a praga (Iede & Penteado, 2000). A vespa da madeira foi observada, no Brasil,  pela primeira vez em 1988 (Iede & Penteado, 1988) e no ano seguinte iniciou o programa de controle, coordenado pela Embrapa Florestas, no Paraná, em cooperação com diversas empresas florestais que plantam Pinus sp. no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Além destes, muitos trabalhos individuais ou em grupos têm apresentado alternativas ao controle de pragas florestais, com a identificação de inimigos naturais, testes de eficiência para predadores, parasitóides e microorganismos, principalmente vírus e bactérias. Dentro do controle biológico de formigas cortadeiras, principal praga florestal no Brasil, podem ser citados os trabalhos de Alves & Sosa Gomez, 1983; Anjos, et al. 1993; Della Lucia, et. al., 1993; Silva & Diehl-Fleig, 1995 e Specht, et al., 1994

Insetos parasitóides

No controle de pragas do eucalipto uma das linhas de pesquisa atuais tem sido o uso de parasitóides.

Principais espécies de hemipteros predadores utilizados em florestas

Podisus connexivus Bergroth, 1891
Podisus nigrolimbatus  Spínola, 1852
Podisus sculptus Distant, 1889
Supputius cincticeps Stal, 1860
Alcaeorrhynchus grandis
Reduviídeos
Montina confusa


Pragas


O eucalipto foi introduzido no Brasil na década de 40 se adaptando as diferentes regiões do Brasil. Sua proximidade taxonômica com diversas espécies brasileiras favoreceu a adaptação de muitos insetos, logo após o início dos plantios. Os extensos plantios homogêneos e contínuos, distribuídos por todo o Brasil forneceram grande quantidade de alimentos a estes insetos.Aliada a disponibilidade de alimento a baixa diversidade interferiu no equilíbrio ecológico destes insetos possibilitando seu aumento populacional descontrolado, tornando-os pragas.
A ocorrência de pragas em eucalipto no Brasil foi registrada logo depois de sua introdução. Silva (1949) observou a ocorrência de Sarcina violascens (Lep. Limantriidae) atacando Eucalyptus tereticornis no Rio de Janeiro. Nas décadas de 1970  e 80, vários autores observaram lagartas desfolhadoras em eucalipto em São Paulo

Formigas cortadeiras

As formigas cortadeiras, conhecidas desde o século XVI e, já relatadas pelo Jesuíta José de Anchieta em 1560 (Mariconi, 1970), são consideradas até hoje como o principal problema entomológico das florestas brasileiras. No Brasil estes insetos são chamados de saúvas ou quenquéns. A primeira pertence ao gênero Atta com 10 espécies e 3 subespécies e a segunda aos gêneros Acromyrmex, com  20 espécies e nove subespécies (Della Lucia et. al., 1993, cap. 3), e menos importante, os gêneros Sericomyrmex (9 espécies), Trachymyrmex (12 espécies) e Mycocepurus (3 espécies) (Anjos et. al., 1998). 
Segundo Anjos, 1998 há estudos indicando que cerca de 75% dos custos e tempo gastos no manejo integrado de pragas em florestas plantadas, ou 30% dos gastos totais até o terceiro ciclo eram destinados ao manejo integrado de formigas. O desfolhamento causado por formigas pode reduzir a produção de madeira no ano seguinte em um terço e, se isto ocorrer no primeiro ano de plantio, a perda total do ciclo pode chegar a 13% da colheita. Em ecossistemas tropicais as formigas consomem em média 15% da produção florestal.
Para o controle de formigas são utilizados principalmente produtos químicos na forma de iscas. No entanto o manejo adequado dos plantios juntamente com o monitoramento é fundamental para o sucesso deste controle. 

Formigas Saúvas

Saúvas são formigas cortadeiras do gênero Atta. Diferem-se das quenquéns por serem maiores e possuirem apenas três pares de espinhos no dorso do tórax. Ocorrem somente na América, sendo sua dispersao do sul dos EUA até a Argentina. Seus ninhos são denominados sauveiros e são facilmente reconhecidos pelo monte de terra solta na superfície (Gallo et. al. 2002). A seguir serão listadas as espécies de saúvas e sua distribuição no território Nacional de acordo com Della Lucia et. al., (1993).

 Atta bisphaerica Forel, 1908 - "Saúva-mata-pasto" - SP, MG, RJ, Norte e Sul do Mato Grosso.
Atta capiguara Gonçalves, 1944 - "Saúva-parda" - SP, MT e MG.
Atta cephalotes (L., 1758)- "Saúva-da-mata" - AM, RO, RR, PA, AP, MA, PE (Recife e arredores) e Sul da BA. Provavelmente, ocorre no AC e Norte do MT.
Atta goiana Gonçalves, 1942 - "Saúva" - GO e MT.
Atta laevigata (F. Smith, 1858)- "Saúva-de-vidro" - SP, AM, RR, PA, MA, CE, PE, AL, BA, MG, RJ, MT, GO e Norte do PR. Provavelmente, ocorre em RO, PI e SE.
Atta opaciceps Borgmeier, 1939 - "Saúva-do-sertão-do-nordeste" -PI, CE, RN, PB, PE, SE e Nordeste da BA. Provavelmente ocorre em AL.
Atta robusta Borgmeier, 1939 - "Saúva-preta" - RJ.
Atta sexdens piriventris Santschi, 1919 - "Saúva- limão -sulina" - SP, Sul do PR, SC e RS
Atta sexdens rubropilosa Forel, 1908- "Saúva-limão" - SP, MG (Sul e centro), ES, RJ, Sul do MT, Sul de GO e Norte e Oeste do PR.
Atta sexdens sexdens (L., 1758)- "Formiga-da-mandioca" - AM, AC, RO, RR., PA, AP, Norte do MT, Norte de GO, MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA e Norte de MG.
Atta silvai Gonçalves, 1982- "Saúva" -  Sul da BA.
Atta vollenweideri Forel, 1939 - "Saúva" - RS e MT.
Em Minas Gerais, as espécies mais frequentes e abundantes são: A. sexdens rubropilosa, A. laevigata e A. bisphaerica.
 
Formigas quenquéns

São formigas cortadeiras, principalmente do genero Acromyrmex. Os formigueiros deste gênero são pequenos e geralmente de poucos compartimentos (panelas). As operárias variam muito de tamanho, mas geralmente são bem menores que as saúvas.
A ocorrência destas formigas vai desde a Califórnia (EUA) até a Patagônia, encontrando-se espécies deste gênero na América Central, Cuba, Trinidad e América do Sul, exceto no Chile As únicas espécies que não são da Região Neotropical são Acromyrmex versicolor versicolor (Pergande) e A. versicolor chisosensis (Wheeler).

Comumente, encontram-se variações individuais na proporção dos espinhos do tronco e da cabeça em espécimens pertencentes à mesma colônia. A caracterização taxonômica realizada com base na proporção forma dos espinhos do tronco, o tipo de esculturação tegumentar e disposição dos tubérculos no gáster (GONÇALVES, 1961) são sinais facilmente visualizados nas operárias máximas.
Com as modificações nomenclaturais no subgénero Moellerius feitas por FOWLER (1988) e as duas formas neárticas, além da descrição de Acro,nyrmexdiasi (GONÇALVES, 1983), o gênero conta atualmente com 63 espécies nominais. Dessas, 20 espécies e nove subespécies foram constatadas no Brasil. No Estado de São Paulo, dados sobre a atualização da distribuição geográfica do gênero apontam 11 espécies seis subespécies (ANDRADE e PORTI, 1993)

 

1. Acromyrmex ambiguus Emry, 1887- ?Quenquém-preto-brilhante?- SP, BA e RS.
2. Acromyrmex aspersus (F. Smith, 1858)- ?Quenquém-rajada? - MG, SP, BA, ES, RJ, MT, PR, SC e RS.
3. Acromyrmex coronatus (Fabricius, 1804) - ?Quenquém-de-árvore? SP, PA, CE, BA, ES, MG, RJ, MT, GO, SC e MS.
4. Acromyrmex crassispinus Forel, 1909 - ?Quenquém-de-cisco e quenquém? - SP, RJ, RS, MCI e DF.
5. Acromyrmex diasi (Gonçalves, 1983 - DF (Brasília).
6. Acromyrmex disciger Mayr, 1887 - ?Quenquém-mirim e formiga--carregadeira? - SP?, RJ, MG, PR E  SC.
7. Acromyrmex heyeri Forel, 1899- ?Formiga-de-monte-vermelha?  PR, SC, RS e SP.
8. Acromyrmex hispidus fallAx Santschi, 1925- ?Formiga-mineira? PR, -SC, SP e RS.
9. Acromyrmex hispidus formosus Santschi, 1925 - PR de acordo com KEMPF (1972).
10. Acromyrmex hystrix (Latreille, 1802) - ?Quenquém-de-cisco-da--amazônia? - AM, PA, RO, GO, BA e MT.
11. Acromyrmex landolti  balzani Emery, 1890- ?Boca-de-cisco, formiga-rapa-rapa, formiga-rapa e formiga-meia-lua? - SP, MG, SC, GO e MS (MAYHÉ-NUNES, 1991).
12. Acromyrmex landolti fracticornis Forel, 1909 - MT e MS.
13. Acromyrmex landolti landolti Forel, 1884- AM, PA, MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, BA, MG, MT e AC.
14. Acromyrmex laticeps laticeps Emery, 1905 - ?Formiga-mineira e formiga-mineira-vermelha? - SC, RS e PR
15. Acromyrmex laticeps nigrosetosus Forel,  1908- ?Quenquém-campeira?
16. SP, AM, PA, MG, MA, ,MT, GO, RO, BA e SC
17. Acromyrmex lobicornis Emery, 1887- ?Quenquém-de-monte-preta e formiga-de-monte- preta? - BA e RS.
18. Acromyrmex lundi carli Santschi, 1925 - AM e PA.
19. Acromyrmex lundi lundi (Guérin, 1838) - ?Formiga-mineira-preta, quenquém-mineira e quenquém-mineira-preta? - RS.
20. Acromyrmex lundi pubescens Emery, 1905 - MT.
21. Acromyrmex muticinodus (Forel 1901)-?Formiga-mineira?- CE, ES, RJ, SP, SC, MG e PR.
22. Acromyrmex niger (F. Smith, 1858)- SC, SP, CE, MG, RJ, ES e PR.
23. Acromyrmex nobilis Santschi, 1939 - AM.
24. Acromyrmex octospinosus (Reich, 1793) - ?Carieira e quenquém-mineira-da-amazônia? - AM, PA e RR.
25. Acromyrmex rugosus rochai Forel, 1904 - ?Fortniga-quiçaçá? - SP CE, MT e DF.
26. Acromyrmex rugosus rugosus (F. Smith, 1858) - ?Saúva, formiga-lavradeira e formiga-mulatinha? - MS, RS, SP, PA, MÁ, PI, CE, RN, PB, PE, SE, BA, MG, MT e GO.
27. Acromyrmex striatus (Roger, 1863)- ?Formiga-de-rodeio e formiga de-eira? - SC e RS.
28. Acromyrmex subterraneus bruneus Forel, 1911 - ?Quenquém-de-cisco-graúcha.? -SP, CE, BA, RJ, SC, MG e ES.
29. Acromyrmex subterraneus molestans Santschi, 1925 - ?Quenquém--caiapó-capixaba? - CE, MG, ES, RJ, BA e SP, de acordo com AEDRADE e PORTI (1993).
30. Acromyrmex subterraneus subterraneus Forel, 1893 - ?Caiapó? -SP, AM, CE, RN, MG, RJ, MT, PR, SC e RS. 

Cupins – também atacam as raízes das plantas levando a morte ,quando elas são pequenas mudas

Lagartas

As lagarta consideradas pragas do Eucalyptus no Brasil podem ser classificadas em desfolhadoras e broqueadoras

Besouros
Os besouros podem ser classificados como desfolhadores, coleobrocas e besouro de raízes.
Besouros desfolhadores

Os besouros desfolhadores constituem um grupo de insetos muito  importantes para a silvicultura brasileira. Estes estão incluídos em diversas famílias, principalmente as de Chrysomelidae, Curculionidade, Scarabaeidae, Buprestidae. Dentro deste grupo a principal  espécie que apresenta importância para o setor florestal brasileiro é Costalimaita ferruginea. Gonipterus scutellatus  (Coleoptera: Curculionidade) é uma das piores pragas nativa dos eucaliptais na Australia.  Ele foi  introduzido na Argentina em 1926 e, 30 anos depois, foi encontrado nos eucaliptais do Rio Grande do Sul. Mais cerca de 30 anos  e já está em São Paulo. Não tardará e esta praga chegará aos maciços florestais de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Outros insetos nativos do Brasil, como as de Naupactus, também atacam as essências florestais. A família Buprestidae apresenta vàrias espécies de besouros que atacam as folhas novas, mas principalmente roem os ponteiros e galhos tenros de eucaliptais jovens. Suas espécias são ainda mal conhecidas pela Entomologia Florestal brasileira.   A família Scarabaeidade apresenta espécies desfolhadoras vorazes em muitos tipos de essências florestais no Brasil, como Bolax  flavolineatus, por exemplo. Tanto as larvas quantos os besouros adultos são pragas de resflorestamentos de eucalipto e de várias  culturas agrícolas. 


Sugadores
Dentre os insetos que sugam a seiva e provocam danos no eucalipto, podem ser citados, os psilideos, cigarrinhas, trips e pulgões. Estes primeiros são compostos por insetos de origem australiana com introdução recente no Brasil

Os insetos sugadores são de grande importância para o eucaliptos por agrigarem os psilideos, insetos saltadores, semelhante a pequenas cigarrinhas, pertencentes a Ordem Homoptera, superfamília Psylloidea (Hodkinson, 1988).

    Psilideos

São chamados ?Psilideos? insetos saltadores, semelhante a pequenas cigarrinhas, pertencentes a Ordem Homoptera, superfamília Psylloidea (Hodkinson, 1988).  Dentro deste grupo, são conhecidas  em todo o mundo, cerca de 2500 espécies, sendo que a maioria se desenvolve em plantas lenhosas, dicotiledôneas (Burckhardt, 1994). Grande parte dos insetos da família Psyllidae são de origem Australiana sendo que a maioria das espécies se desenvolvem em eucaliptos ou outras Mirtaceas.  Dentro desta família, o gênero Ctenarytaina Ferris e Klyver tem a mais ampla distribuição natural, indo desde a Índia e Sudeste da Ásia até a Austrália, Nova Zelandia e algumas ilhas do Pacífico (Burkchardt, 1998). Algumas espécies de Ctenarytaina tem sido introduzidas em outros continentes juntamente com seu hospedeiro, o eucalipto (Taylor, 1997).

A espécie mais conhecida do gênero, Ctenarytaina eucalypti , ocorre naturalmente  no sudeste da Austrália e Tasmania e foi introduzida na Nova Zelândia, Papua, Nova Guine, Sri Lanka, África do Sul, Ilhas Canárias, Califórnia  e Europa( França, Itália, Portugal, Espanha, Ilhas Madeira, Inglaterra e Alemanha).

No Brasil foi realizado levantamentos destes psilideos no Estado do Paraná e São Paulo, sendo encontrada três espécies, sendo uma delas também encontrada em Goiás. Possivelmente estes insetos estejam presentes nas demais regiões, podendo ainda haver também outras espécies ainda não coletadas nos levantamentos realizados anteriormente. A primeira ocorrência de C. eucalypti, no Brasil, foi relatada por  Burckhardt, et. al. (1999), em mudas de  E. dunnii, no município de Colombo, PR.

Ctenarytaina sp. foi observada em plantações de Eucalyptus grandis, no município  de Arapoti, Norte do Paraná em 1992 (Iede et. all. 1996). Em 1997 foi descrita a espécie Ctenarytaina spatulata (Taylor 1997). Esta espécie de origem australiana se espalhou por vários países. Foi observada em 1990 nas Ilhas do Sul em Nova Zelândia, em 1991 na Califórnia, USA, 1992 no Norte do Paraná, Brasil e em 1994 próximo a Montevidéu, no Uruguai.


Doenças

O eucalipto pode ser atacado por vários patógenos, principalmente fungos, desde mudas até árvores adultas. As doenças causam significativos impactos econômicos, de acordo com a espécie atacada e da época do ano. As principais doenças que ocorrem nos eucaliptos são:

Tombamento
Podridão de raízes
Mofo cinzento
Podridão de estacas
Esporotricose
Oidio
Murcha bacteriana
Enfermidade rosada ou rubelose
Cancro
Ferrugem
Murcha de cilindrocladium
Podridão do cerne
Doenças foliares e complexos etiológicos (possuem sintomas de doenças, mais tem origens diversas)
Seca de ponteiros do Vale do Rio Doce
Seca de ponteiros de Arapoti
Seca da saia do Eucalyptus viminalis


Algumas doenças de origem abiótica são importantes, pela intensidade e freqüência com que têm sido verificadas, na cultura do eucalipto. Geralmente, as doenças de origem abiótica são decorrentes de fatores adversos e estressantes do ambiente. Durante ou após a ação do fator adverso, as árvores podem tornar-se suscetíveis à infecção de patógenos secundários. Os principais patógenos secundários (também chamados de doenças abióticas) observados são:

Afogamento do coleto
Enovelamento de raízes
Gomose
Pau-preto
Geada
Granizo


Seja qual for o problema, a prescrição de medidas de controle eficientes depende da correto e completo diagnóstico do agente causal. Outro aspecto importante a ser ressaltado é que a implementação de uma medida de controle precisa ser balizada entre sua viabilidade técnica e a econômica. Por vezes, a medida mais eficiente e econômica pode provocar impactos ambientais indesejáveis, como por exemplo a contaminação ambiental por agrotóxico.

Tombamento

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Lesão necrótica na região do colo da plântula;
Murcha, enrolamento e secamento de cotilédones;
Tombamento de plântulas em reboleira e sua morte.
 Ataque de fungos na fase de germinação, destruindo as plântulas;
Uso de substratos contaminados por fungos de solo;
Condições de alta umidade no viveiro.
 Cultural:
Uso de sementes, substrato e água de irrigação livres de patógenos;
Uso de substratos com boa drenagem;
Uso de semeadura direta em tubetes suspensos;
Evitar o sombreamento excessivo das mudas;
Raleio das plântulas, o mais cedo possível;
Seleção e descarte das plantas doentes e mortas;
Retirada de recipientes sem mudas e com mudas mortas e de folhas caídas e senescentes;
Adubação equilibrada das mudas;
Sistema adequado de irrigação
Químico:
Fumigação do substrato com produtos de amplo espectro;
Aplicação de fungicidas.
Físico:
Desinfestação do substrato com uso de calor (vapor, água quente ou solarização).
Biológico: 
Uso de linhagens ou espécies de agentes de controle biológico.


 Podridão-da-raiz

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Murcha e morte de mudas;
Lesões necróticas em raízes. Ataque dos fungos Phytophthora sp., Pythium sp. E Fusarium sp. Cultural:
Uso de sementes, substrato e água de irrigação livres de patógenos;
Uso de substratos com boa drenagem;
Uso de semeadura direta em tubetes suspensos;
Evitar o sombreamento excessivo das mudas;
Raleio das plântulas, o mais cedo possível;
Seleção e descarte das plantas doentes e mortas;
Retirada de recipientes sem mudas e com mudas mortas e de folhas caídas e senescentes;
Adubação equilibrada das mudas;
Sistema adequado de irrigação
Químico:
Fumigação do substrato com produtos de amplo espectro;
Aplicação de fungicidas.
Físico:
Desinfestação do substrato com uso de calor (vapor, água quente ou solarização).
Biológico: 
Uso de linhagens ou espécies de agentes de controle biológico.

Mofo-cinzento

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Enrolamento de folhas, seca e queda das mesmas;
Formação de mofo acinzentado sobre as plantas afetadas. Ataque do fungo Botrytis cinerea Cultural:
Uso de sementes, substrato e água de irrigação livres de patógenos;
Uso de substratos com boa drenagem;
Uso de semeadura direta em tubetes suspensos;
Evitar o sombreamento excessivo das mudas;
Raleio das plântulas, o mais cedo possível;
Seleção e descarte das plantas doentes e mortas;
Retirada de recipientes sem mudas e com mudas mortas e de folhas caídas e senescentes;
Adubação equilibrada das mudas;
Sistema adequado de irrigação
Químico:
Fumigação do substrato com produtos de amplo espectro;
Aplicação de fungicidas.
Físico:
Desinfestação do substrato com uso de calor (vapor, água quente ou solarização).
Biológico: 
Uso de linhagens ou espécies de agentes de controle biológico.
Murcha e morte de mudas;
Lesões necróticas em raízes.    

Podridão-de-estaca

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Secamento e morte de estacas;
Lesões escuras na base ou em outras partes da estaca. Ataque dos fungos Cylindrocladium candelabrum, Colletotrichum sp., Fusarium sp. e Rhizoctonia solani Além das medidas anteriormente citadas:
Descontaminação de brotações e recipientes com hipoclorito de sódio e/ou fungicidas;
Pulverização de estufas com sulfato de cobre.

Esporotricose do eucalipto

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Infecção da haste principal de mudas e porção apical de brotações de minicepas;
Lesões arroxeadas em folhas;
Anelamento e morte de caules e pecíolos.
 Ataque do fungo Sporothrix eucalypti
 Uso de controle químico.

Oídio

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Enrugamento e deformação de folhas jovens e brotações;
Aspecto acanoado das folhas adultas;
Formação de uma película pulverulenta e esbranquiçada sobre as folhas. Ataque do fungo Oidium sp. Aplicação de fungicidas em mudas severamente afetadas.



Murcha bacteriana do eucalipto

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Avermelhamento ou amarelecimento da copa em árvores com idade entre 4 e 8 meses;
Murcha da folhagem e queda parcial de folhas;
Secamento da copa;
Ao cortar-se a planta, ocorre exsudação de pús bacteriano no caule. Ataque da bactéria Ralstonia solanacearum. Evitar o plantio de mudas passadas;
Usar mudas produzidas em tubetes suspensos;
Evitar o dobramento e a compactação da extremidade das raízes no plantio;
Evitar preparo de solo que favoreça o afogamento do coleto;
Uso de espécies ou procedências resistentes.



Enfermidade rosada ou rubelose

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Lesões e sinais em galhos e na haste principal de árvores com idade entre 2 a 5 anos;
Mortalidade de galhos e hastes. Ataque do fungo Corticium salmonicolor. Uso de espécies ou procedências resistentes.

Cancro-do-eucalipto

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Secamento da copa e morte de árvores jovens (5 meses em diante) por estrangulamento da colo;
Fendilhamento da casca e seu intumescimento;
Formação de cancro no tronco, com depressão e rompimento da casca em fitas;
Aparecimento de gomose (exsudação de quino). Ataque do fungo Cryphonectria cubensis. Uso de populações resistentes (espécies, procedências, híbridos e clones).



Ferrugem

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Pontuações cloróticas em folhas jovens e caule em formação;
Formação de pústulas de coloração amarelo-vivo sobre lesões (esporos do fungo);
Formação de verrugas nas lesões:
Seca e morte de tecidos afetados, com aspecto de queima. Ataque do fungo Puccinia psidii. Uso de controle químico em viveiros;
Uso de espécies e procedências resistentes.

Mancha de cilindrocladium

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Lesões no ápice ou bordos do limbo foliar que podem atingir toda a folha;
Manchas de coloração marrom-claro a marrom arroxeado e cinza;
Queda de folhas lesionadas;
Desfolha intensa;
Lesões necróticas em ramos. Ataque de fungos do gênero Cylindrocladium. Uso de controle químico em viveiros;
Uso de espécies e procedências resistentes.



Podridão-de-cerne

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Ausência de sintomas externos;
Podridão interna de coloração esbranquiçada ou parda que ocorre mais pronunciadamente na região medular. Associação de vários grupos de fungos decompositores de madeira. Uso de espécies resistentes ao problema.
     
Doenças foliares secundárias

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Causam diferentes tipos de lesões necróticas e queima em folhas e copas de árvores. Ataque de espécies dos fungos Coniella fragariae, Mycosphaerella spp. e Kirramyces epicocoides, Rhizoctonia solani. A pouca expressão destas doenças não tem recomendado medidas de controle.



Complexos etiológicos

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Seca de ponteiros do Vale do Rio Doce (SPEVRD):
Sintomas em plantas com mais de 1 ano. Ataque de espécies dos fungos Coniella fragariae, Mycosphaerella spp. e Kirramyces epicocoides, Rhizoctonia solani. O retorno das condições ambientais normais pode promover a recuperação do desenvolvimento normal das árvores;
No caso da seca por falta de boro, a aplicação do elemento no solo, durante o plantio pode evitar ou minimizar e os efeitos do problema;
Plantio de espécies resistentes ao problema;
Existe tolerância das plantas ao problema da SPEVRD E SPEA, a partir do quarto ano.
   
Seca de ponteiros de Arapoti (SPEA):
Sintomas em plantas com menos de 7 meses.
Secamento das porções apicais dos ramos e galhos;
Redução do crescimento;
Perda de touças e árvores severamente afetadas. Fatores ambientais favorecem a ocorrência de distúrbios fisiológicos, predispondo as árvores ao ataque de insetos e a associação de patógenos secundários.
   
Seca de ponteiros por falta de Boro:
Encarquilhamento de folhas jovens;
Clorose das bordas do limbo até ocorrer necrose;
Ramos flácidos sem forma cilíndrica;
Fendilhamento da casca, formação de cancro e estrangulamento da haste;
Bifurcação do tronco. Fatores ambientais favorecem a ocorrência de distúrbios fisiológicos, predispondo as árvores ao ataque de insetos e a associação de patógenos secundários.
   
Seca da saia do Eucalyptus viminalis:
Secamento geral da folhagem;
Morte de árvores. Deficiência de boro na planta e associação de fungos do gênero Botryosphaeria em cancros de haste e tronco.


Afogamento do coleto

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
      
Intumescimento do colo
Plantas com pouco desenvolvimento
Seca e morte de plantas. Enterrio de parte do caule das mudas no plantio
Aterramento da muda no campo decorrente de tratos culturais ou enxurrada. Cuidados no plantio e no preparo de solo para evitar o afogamento
     

Enovelamento das raizes

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Plantas com pouco desenvolvimento
Seca e morte de plantas. Plantio de mudas com sistema radicular enovelado
Entortamento de raízes no plantio. Evitar o aproveitamento de mudas passadas e com raízes enoveladas
Evitar o entortamento de raízes durante o plantio.


Gomose

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Escorrimento de quino (goma) em alguns pontos do tronco. Ferimentos mecânicos
Injúrias de insetos
Ventos fortes
Plantas parasitas
Desordens fisiológicas por fatores adversos de clima e solo. Evitar a ocorrência do fator injuriante, quando possível
Uso de espécies ou procedências bem adaptadas à região.

Pau-preto

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Escorrimento de quino e posterior oxidação em numerosos pontos do tronco. Sem conhecimento completo de sua origem. Uso de espécies ou procedências bem adaptadas à região.



Geada

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Desde queima de ponteiros até a perda total da copa
Queima e bronzeamento da folhagem 
Morte de mudas árvores jovens. Resfriamento brusco da temperatura ambiente e congelamento, com ou sem formação de crosta de gelo sobre a planta. Proteção de mudas em viveiros
Uso de espécies ou procedências tolerantes ou resistentes.

Granizo

 SINTOMAS E SINAIS CAUSAS CONTROLE
Desfolhamento e descascamento de ramos, hastes e árvores
Surgimento de pequenos cancros em ramos e hastes
Seca de ramos e morte de árvores. Queda de granizo ou chuva de pedra. Como o problema decorre de um evento climático, ocasional e localizado, não existe meio de se evitar


O volume de madeira, em um determinado sítio em determinado espaço de tempo, aumenta com o aumento do número de árvores por hectare. No entanto, o diâmetro das árvores tende a diminuir com o aumento do número de árvores, e os custos das mudas e da implantação do povoamento a aumentar. 
Portanto, para decisão final em relação a espaçamento inicial e condução do povoamento mais ou menos adensado, é necessário estimar os custos financeiros e compará-los com a receita esperada. Evidentemente, o produto final desejado e suas dimensões devem igualmente ser levadas em consideração, bem como a qualidade da madeira que varia em função da idade e do manejo adotado.

Embora, fixando-se o período  de tempo, para que maiores volumes sejam obtidos em plantios com espaçamentos mais estreitos, existe tendência de desenvolvimento de árvores mal formadas se o povoamento for mantido excessivamente adensado por período muito longo. Igualmente há aumento do número de árvores suprimidas e mortas. Isto ocorre devido ao fato de cada sítio comportar um máximo de área basal, levando o crescimento das árvores remanescentes a ocorrer apenas devido à supressão das árvores menos desenvolvidas e morte das árvores dominadas. Naturalmente, este  é um processo lento que pode ser antecipado pela prática do desbaste. O desbaste tem ainda a vantagem de permitir o aproveitamento da madeira das árvores suprimidas.

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